O que seu filho vai ser quando crescer? Feliz

O que seu filho vai ser quando crescer? Feliz

10 maio - Colégio Faria Brito

O que seu filho vai ser quando crescer? Feliz

Por:  Luciane Maciel

Esse foi o slogan que ganhou o meu coração enquanto eu e meus filhos procurávamos escola num bairro novo e lindo, para onde iríamos nos mudar. Nós não conhecíamos nada por aqui. Nunca pensei em morar nesse lugar. Eu queria voltar para o Grajaú, lugar onde passei lindos anos da minha vida, mas não consegui parceira nesse desejo.

Conversando com um colega de trabalho, professor de matemática, ele me disse que seus filhos estudavam no Faria Brito e que ele trabalhava na Unidade Recreio. Me passou o endereço e o telefone, o nome de quem procurar e lá fui eu me perder por aquelas ruas longas e cheias.

Visitamos algumas escolas e, então, chegamos ao Faria Brito. O slogan estava num banner bem na porta e isso já acalmou meu coração. A escola era linda e colorida. Mais um ponto pra ela. No pátio, vemos logo um brinquedão, onde ele pode escorregar e se sentir em casa. Muitos micos pelos muros. Além das escadas, tinha rampa, onde o acesso era oferecido a todos. E ele ainda viu alunos especiais serem recebidos pelas professoras com alegria. Em todas as escolas ele perguntava: “Vocês aceitam alunos especiais aqui?”. Nesse lugar, ele não precisou peguntar, porque vimos a resposta ao vivo e em cores.

Visitamos a escola toda e ficamos encantados com as instalações, mas, principalmente, com as pessoas que trabalhavam. Todos sorrindo e tranquilos. Uma visita não parecia mudar a dinâmica da escola. Isso é tranquilizador.

Precisávamos marcar uma avaliação formal para saberem como ele estava em sua educação formal. Ele se recusou, porque tinha feito uma em outra escola e não foi aprovado, por ter sido muito sincero na entrevista. Ele disse que eu queria que ele estudasse lá. Sua vontade era ficar na escola onde sempre estudou. Isso era verdade. A distância e a minha vida louca não permitiriam que eu fizesse sua vontade, embora eu também tivesse muita vontade de sua permanência na escola que salvou sua vida escolar.

Com a recusa, penso eu que não terá outro jeito. Ele estava irredutível, chateado com o resultado da outra escola. E a irmã tinha sido aprovada e queria ficar lá. Pronto, estou perdida! Mas, Deus existe e profissionais bons também. A coordenadora pede para olhar o material dele que eu havia trazido da outra escola e vai conversando com ele. Pergunta o que ele sabe, por que tinha errado tal questão, se ele saberia agora consertar aquele erro, o que ele sabe sobre tal assunto, enfim, ela o avaliou sem escrever. Esse foi o meu primeiro encantamento com esse lugar tão especial.

Veio, então, a permissão para fazer a matrícula no sexto ano do Ensino Fundamental. Ai, que medo!

Vou eu pra primeira reunião de pais. Ver o auditório enorme e cheio já me apavora. Venho de uma escola onde a turma dele nunca teve mais de dez alunos. Muita diferença! A reunião acontece e o meu choro também. No final, as coordenadoras vêm conversar comigo, me oferecer colo e apoio. Será que é verdade isso? Estou mesmo numa escola? Ai, que delícia saber que posso contar com quem está com o meu tesouro mais precioso. E ver que elas sabem o que fazem e como fazem.

O ano segue. Ele é um menino maravilhoso, mas era muito desorganizado ainda. Não conseguia copiar tudo do quadro. Atrai os colegas com mais problemas e não consegue ficar sem ajudá-los. As aulas de robótica o deixam fascinado. Os professores do sexto ano são os mais fofos do mundo. São carinhosos, pacientes, usam fantasias no carnaval, fazem festa no primeiro dia de aula, olham caderno para que o aluno não fique sem copiar. Inacreditável, né? Mas eu posso garantir que tudo isso ocorreu, porque eu vivi.

Ele vai amadurecendo, melhorando, produzindo. Sexto e sétimo anos correm sem muita dificuldade. Os professores se mantêm os mesmos nesse início de Fundamental 2. Ele se adapta muito bem. Logo se torna muito querido por todos. Os funcionários de apoio são incríveis. Sabem o nome dos alunos, nos reconhecem ao irmos buscar, cuidam mesmo deles. Eu nunca vi nada igual. De verdade! Na escola anterior acontecia, mas era muito pequena. Aqui é enorme, mas tem jeito de escola pequena.

O oitavo ano chega com novidades, mais cara de Ensino Médio. Os professores não são mais tão fofos. São amigos agora. Dão bizu, chamam atenção para o que é importante. Conversam sobre assuntos variados. Apresentam novidades como o cubo mágico oferecido pelo professor de matemática. Ai, Jesus! Ele amou e aprendeu muito rápido. Logo começou a comprar cubos, participar de campeonatos, ensinar aos outros meninos e aos professores. Foi uma febre! Sem falsa modéstia, o garoto é muito bom. Eles ficam sempre muito bem colocados e trazem prêmios para a escola. Viajam e mostram seu valor fora da nossa cidade, conhecem outras escolas. É um mundo novo se abrindo dentro da escola. Que mágico!

Além do cubo, ele se mete nas aulas de robótica fora do horário da escola. Seu sonho é construir um robô para ajudar as pessoas. Ah, menino! A professora é ótima e os incentiva muito. O material oferecido também é muito adequado. Participei de uma oficina de robótica com ele num evento da escola, mas sou tão lenta que ele acabou fazendo o robô pra mim e eu fiquei admirando a facilidade com que trabalham. É uma geração muito tecnológica!

Claro que ele também ama os laboratórios e tudo que os envolve. As aulas práticas o fascinam. Educação física é sua maior nota sempre.

Bem, lutamos um pouco para passar no oitavo ano. Além de a matéria ser mais difícil, as novidades estavam gritando pra ele. Foi difícil conciliar tudo. Já não consigo mais estudar matemática com ele e passo essa tarefa para o pai, que não tem ainda nenhuma interação com a didática. Ele é pesquisador e não professor, como eu. Longa estrada para os dois!

Ainda nesse ano, levei um susto muito grande numa situação vivida na escola e desabei, porque juntou com situações pessoais que eu estava passando bem pesadas e difíceis. A equipe da escola e a própria dona me socorreram como se eu fosse filha delas. Muita conversa e carinho, cuidado e atenção me ajudaram a resolver um grande enigma e aliviar meu coração. Não tenho como agradecer. Isso ficará para a vida toda.

O nono ano chega e algumas mudanças em nossas vidas pessoais acontecem. Ele não parece se abater e vamos caminhando. Os mesmos professores, amigos sempre. Sorridentes, solícitos, fofos, queridos. Nossa, sou muito fã dessa equipe.

Quase no fim do ano, ele tem um problema sério de saúde e precisa ser operado de emergência. Aí fica claro que os professores, que eram tudo aquilo que eu já disse, eram também humanos. Eles deram um grande apoio ao aluno hospitalizado. Alguns ligaram, outros mandaram mensagens on line, outros mandaram recado. Todos me mandaram a matéria dada para que ele não perdesse. Me passaram as revisões. Ligaram para mim, enfim, me socorreram muito. O momento foi muito tenso e difícil, mas foi bem aliviado por tanto carinho e atenção. Eu já sabia que meu filho era querido, mas ver isso na hora em que precisamos é o que faz a vida valer a pena.

Ele se recupera, consegue fazer as provas. Fica em uma prova final somente. É um guerreiro mesmo! Infelizmente, fica em recuperação por quatro décimos. É, eu precisava ter algo com o que discordar antes de ele ir para o Ensino Médio. Mas tira oito na recuperação e enche o meu ser de orgulho. Fomos pra formatura radiantes. Muito bom ver toda aquela gente, que sempre me ajudou, ali reunida. Momento muito especial. Chorei o tempo todo, claro! Não conseguia parar, porque os momentos bons iam desfilando na minha mente.

O pai queria que ele fosse pra outra escola no Ensino Médio. Eu, não. Queria que ele ficasse para continuar sendo feliz e se superar a cada ano, mas não influenciei. Deixei que ele fizesse o que seu coração mandasse. O coração dele é enorme e fala mais alto. Ele quis ficar e ter mais três anos de felicidade. Amém!

Venha, Ensino Médio e traga as novidades, cobranças e conteúdos novos, mas não deixe de manter o carinho, compromisso, alegria, a loucura, a atenção, e tudo de bom que meu filho sempre teve nesse lugar que sabe magicamente ensinar e deixar viver,  fazer feliz.

Faria Brito e toda sua equipe, nunca poderei devolver tudo de bom que me trouxeram, mas esse texto simples visa deixar aparecer uma pequena parte do que me proporcionaram. Meu filho não seria o que é hoje se não tivesse tido o apoio e a compreensão que cada um de vocês tem com ele. Isso não tem preço. Por isso, podem contar comigo sempre e quando ele for um profissional competente e de respeito, nunca vamos deixar de contar por onde ele passou, que lugar o formou, com que pessoas conviveu.

O que meu filho quer ser quando crescer? Feliz, mas ele já foi todos esses anos nessa escola onde as pessoas conseguem trabalhar e sorrir mesmo tendo reuniões aos sábados.

Amo cada um de vocês, de verdade e pra sempre. Obrigada!!

Luciane, mãe do Pedro Henrique Maciel Ceccopieri Belo (turma 1101 em 2016)

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